QUERO CONGREGAR SEM FRONTEIRAS
Congregar sem fronteiras é reunir-se na comunhão do corpo de Cristo de modo simples e sincero, sem divisões nem imposição humana, reconhecendo como irmãos a todos que seguem a Jesus como único Senhor e Salvador, para a glória de Deus

ESCLARECENDO
1. Consideramos como irmãos a todos quanto creem na salvação pela graça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador — quer façam parte de uma instituição religiosa cristã, quer sigam a Cristo sem rótulo denominacional.
2. Não somos líderes sobre a sua vida ou de qualquer outra pessoa.
3. Não estamos formando um ministério ou iniciando um movimento.
4. Queremos apenas ajudar irmãos que, assim como nós, amam a Jesus Cristo e o seguem como único Senhor e Salvador, mas que estão decididos a não mais congregar fazendo parte do sistema religioso.

Como posso congregar sem fazer parte do sistema religioso?

Muitas pessoas nos fazem essa pergunta. Alguns com indignação, como se não fosse possível congregar de outra forma, senão fazendo parte de uma denominação; outros, no entanto, com sinceridade, desejando congregar de um modo mais simples, sem rótulos, cargos ou estruturas humanas – apenas na simplicidade do Evangelho. Se esse for o seu caso, talvez possamos lhe ajudar.

Definindo “sistema religioso”

Primeiramente, é importante definir com clareza o que chamamos de “sistema religioso”. Muitos acreditam estar livres dele apenas por não adotarem um rótulo denominacional ou por se reunirem em casa. No entanto, mesmo fora de um templo e sem vínculo denominacional, há irmãos que continuam presos a esse sistema sem perceber. Isso acontece quando, ainda que o grupo seja pequeno e informal, existe entre eles alguma forma de liderança humana e imposição doutrinária.

A base do sistema religioso

Qualquer sistema religioso se estabelece sobre dois pilares principais: (1) a hierarquia religiosa e (2) a imposição doutrinária. Sendo assim, uma congregação só deixará de fazer parte do sistema religioso quando ela mesma não estiver criando o seu próprio sistema, isto é, estabelecendo líderes entre os irmãos e criando doutrinas particulares.

Não se engane

Eventualmente somos procurados por pessoas que dizem querer conhecer outros irmãos para congregar de modo simples, mas que na verdade desejam liderar uma congregação, impondo o seu próprio entendimento sobre assuntos não essenciais à salvação. Essas pessoas saíram de uma denominação, mas o sistema religioso não saiu delas, pois o que desejam é apenas criar o seu próprio sistema – ou, como alguém já disse, “ter um rebanho para chamar de seu”. A verdadeira saída do sistema religioso ocorre somente quando se abandona qualquer pretensão de liderança e de imposição doutrinária. De nada adianta uma congregação não ter placa denominacional, não ter templo religioso, congregar em casa, mas, ao mesmo tempo, criar o seu próprio sistema de liderança humana e de doutrinas particulares.

Uma renúncia necessária

Temos notado que são poucas as pessoas dispostas a abandonar suas pretensões de liderança e/ou de imposição doutrinária. Porém, essa renúncia é essencial para que consigamos congregar de modo simples. Também é essencial que não estejamos no extremo oposto, isto é, o de querer que alguém nos lidere e nos imponha regras a seguir. É necessário se dizer isso, pois há muitas pessoas que preferem o comodismo de não buscar a Cristo, de não compreender o evangelho pelo Espírito, mas de apenas obedecer cegamente ao homem que escolheu como seu líder. No entanto, se queremos realmente congregar de modo simples, que é o mais bíblico, toda liderança humana necessita dar lugar à liderança de Cristo, e toda doutrina deve ser apenas o que o Senhor Jesus claramente nos ensinou e que os apóstolos explicaram nas epístolas às igrejas.

O modo apostólico de congregar

É perfeitamente natural que muitos achem estranho, ou até impossível, que se possa congregar dessa maneira — isto é, sem liderança humana e seguindo somente a doutrina de Cristo. Porém, vemos nas epístolas de Paulo às igrejas que ele esperava exatamente isso: irmãos reunidos sob a direção de Cristo, guiados pelo Espírito Santo e edificados pelo exercício mútuo dos dons. Ele ensinou que Cristo é a única Cabeça do corpo, que é a igreja (Ef 1:22-23; Cl 1:18), e que todo o corpo cresce e se edifica pelo auxílio de todas as juntas, segundo a operação de cada parte (Ef 4:15-16). Quando descreveu as reuniões dos santos, Paulo não mencionou um dirigente fixo, mas um ambiente em que cada um tem algo a contribuir — um salmo, uma doutrina, uma revelação — e que tudo deve ser feito para edificação (1Co 14:26). O mesmo apóstolo declarou que ele e os demais cooperadores não tinham domínio sobre a fé dos irmãos, mas trabalhavam para a alegria deles (2Co 1:24), pois é Deus quem dá o crescimento (1Co 3:7). Assim, o modelo apostólico não se baseava em uma estrutura hierárquica, mas em uma comunhão viva, onde cada crente, guiado pelo Espírito (1Co 12:4-11; Gl 5:18), participava ativamente do ministério de edificação do corpo de Cristo.

Problemas na congregação

Esse modo de congregar não está livre de problemas; porém, nas mesmas epístolas às igrejas, Paulo ensinou como contorná-los sem que fosse necessário estabelecer algum líder sobre os demais irmãos. Quando, por exemplo, surgiram divisões em Corinto, ele não agiu de modo autoritário, mas exortou os irmãos a buscarem unanimidade no mesmo pensar e no mesmo sentir, lembrando que todos pertencem a Cristo, e não a homens (1Co 1:10-13). Diante de casos de pecado aberto, como o do homem que vivia em fornicação, Paulo orientou que a própria congregação se reunisse “em nome do Senhor Jesus” para se considerar a questão e exercer alguma disciplina (1Co 5:4-5, 12-13). Em vez de recorrer a uma hierarquia, ele sempre apelava à consciência dos santos, ao discernimento do corpo de Cristo e à ação conjunta guiada pelo Espírito. Por isso, quando tratou de ofensas pessoais, recomendou que cada um suportasse e perdoasse o outro, como o Senhor os havia perdoado (Cl 3:13), e ao mesmo tempo exortou que os irmãos espiritualmente mais fortes restaurassem a um irmão caído com mansidão, levando assim as cargas uns dos outros (Gl 6:1). Até mesmo em questões de doutrina ou conduta, Paulo não se colocava como um dominador, mas como um exemplo e cooperador. Ele escrevia “não para envergonhar, mas para admoestar como a filhos amados” (1Co 4:14), sempre confiando que o Espírito de Deus operaria entre eles o querer e o efetuar segundo a Sua vontade (Fp 2:13). Assim, o apóstolo mostrou na prática que a verdadeira ordem espiritual não depende de um chefe humano, mas de um povo maduro em Cristo, que se submete à direção do Espírito e à autoridade da verdade, onde os irmãos nada fazem “por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (Fp 2:3).

Se você quer congregar assim,
deste modo mais simples e bíblico,
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⚠️ Advertência
Nem todos estão prontos para congregar fora de uma instituição religiosa tradicional. Muitas pessoas ainda sentem a necessidade de grandes ajuntamentos e da rotina de atividades da denominação. Por isso, esta página é direcionada especialmente àqueles que já não se identificam com o modelo institucional de igreja e estão decididos a buscar uma edificação mais profunda em Cristo, mas com total simplicidade, almejando um caráter transformado por sua Palavra e frutos que glorificam a Deus.


"A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade."
Efésios 6:24
ATENÇÃO
Este site não é uma denominação evangélica, e nem está vinculado a qualquer instituição religiosa;
Quero congregar não é o rótulo de um movimento, mas apenas o nome mais apropriado para este site;
O responsável por este site não é líder sobre ninguém, e respeita igualmente a todos que congregam dentro ou fora do sistema religioso.
         


A DEUS TODA GLÓRIA